Pensei em vários títulos possíveis para este "post", mas julgo que só o discurso de Henrique V às suas tropas antes da Batalha de Agincourt poderia fazer justiça a estes quatro ex-alunos. Mais do que um "quem é quem" ou infindáveis "listas de ex-alunos famosos", estes sim, para mim representam o Colégio de que me orgulho.

O Batalhão de Cavalaria nr 2899 - conhecido pelos "Ás de Espadas" - teve durante a Guerra do Ultramar referências elogiosas na imprensa nacional por actos de bravura praticados no Leste de Angola e pela grande acção socioeconómica e cultural desenvolvida na zona de Catete. Por tudo isto foi o dito batalhão agraciado, colectivamente, com a medalha de prata de valor militar, a primeira atribuída nestas condições, depois da guerra de 1914/18, a um batalhão da metrópole.
O comandante deste bravo batalhão era o, então tenente-coronel, Fonseca Lage (233/33), o segundo comandante era o major Martins Marquilhas (67/44), os comandantes de companhia capitão Costa Martins (295/50) que morreu em combate e o capitão Silva Duarte (153/51).
O Batalhão de Cavalaria 2899, como já se disse, passou uma boa parte da comissão de serviço no Leste de Angola e recebeu do brigadeiro comandante da Zona Militar Leste (ZML) um louvor que reza assim:
“O Batalhão de Cavalaria 2899, pela forma esforçada e dedicada como vem desempenhado a sua missão operacional. Tem a seu cargo extensíssima área onde o inimigo se furta normalmente ao contacto e só se revela pela traiçoeira implantação de engenhos explosivos por emboscadas ou flagelações fugazes. Estas circunstâncias fazem com que haja permanentemente necessidade de procurar o contacto em locais muito afastados, só acessíveis por meio de marchas a pé de enorme extensão por terrenos arenosos, atravessando rios e pântanos, sob o sol ardente ou em noites frígidas, com utilização prolongada de acções de combate. Todas estas incomodidades e perigos têm sido suportados galhardamente pelas tropas que, com um moral elevado e firme vontade, têm amplamente cumprido o seu dever. Todos estes factos fazem com que se entenda ser da mais elementar justiça tornar público este louvor que traduz o apreço que a ZML tem pela valorosa acção dos oficiais, sargentos e praças deste Batalhão”.
Para o Costa Martins (295/50), aqui fica o discurso do Rei Henrique V às suas tropas, e imortalizado por Shakespeare em Henry V:
And Crispin Crispian shall ne'er go by,
From this day to the ending of the world,
But we in it shall be remember'd;
We few, we happy few, we band of brothers;
For he to-day that sheds his blood with me
Shall be my brother; be he ne'er so vile,
This day shall gentle his condition:
And gentlemen in England now a-bed
Shall think themselves accursed they were not here,
And hold their manhoods cheap whiles any speaks
That fought with us upon Saint Crispin's day.
King Henry, V.iii