000007Há precisamente um ano atrás, vivia ainda eu em Inglaterra e prestes a mudar de residência para a Suécia, quando descobri o meu ”Baú Colegial” na garagem.
Fechado desde 83, o conteúdo depositado foi fruto de várias arrumações ao meu quarto, lá em casa dos meus pais e a que hoje agradeço não ter optado por uma solução mais fácil de reciclagem. Foi então numa noite que, com o ”baú” aberto, munido de uma garrafa de vinho do Porto e um computador, que me decidi a meter-me nesta aventura de escrever acerca da minha juventude.

Escrever sobre o Colégio é fácil e agradável, é apenas deixar falar o coração. Assim sendo, faço minhas a palavras do ex-33/1920 Spínola, que melhor do que ninguém um dia escreveu:

Ali aprendemos a marchar, a ritmar o passo e a sintonizar o bater dos nossos jovens corações com o coração da Pátria, simbolizada na Bandeira Nacional a que tantas vezes prestámos continência. Escrever sobre o Colégio é expressar um sentimento misto de recordação e saudade do tempo ali vivido e de gratidão à Casa onde forjamos a nossa personalidade e temperámos o nosso carácter no culto da camaradagem e do exemplo daqueles que, educados dentro das mesmas paredes, souberam morrer em glória ou, de qualquer modo, honrar Portugal no concerto da Nações.

Um forte Zacatraz pelo Colégio Militar e lá estarei no 3 de Março de 2007.