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Posts archive for: January, 2007
  • A Bandeira Nacional

    bandeira_portNo Colégio Militar, desde muito cedo que os Símbolos Nacionais merecem de todos nós manifestações de respeito e de orgulho e são objecto das maiores honras e veneração. 

    É-nos ensinado que a Pátria se identifica com a terra em que nascemos, onde normalmente vivemos e onde repousam os nossos antepassados, bem como com a língua com que aprendemos a sentir e a pensar, e ainda com a História que é pertença de todos.

    Esta realidade fica para sempre presente no coração de todos nós, não poucos dos quais ao longo dos tempos lhe sacrificaram tudo, incluindo a vida, ela congrega os fundamentos essenciais da nossa identidade, em que se reúnem os valores morais e culturais vividos em comum, uma mesma maneira de sentir o passado e estar no presente e a vontade solidária de construir o futuro.

    Num sentimento de respeito pela Pátria, aprendemos que cada um de nós afirma o seu Patriotismo amando Portugal e devotando-se ao seu engrandecimento mesmo quando tenha de relegar afeições pessoais e interesses particulares.

    Como dizia o Marechal Spínola: No Colégio aprendemos a marchar, a ritmar o passo e a sintonizar o bater dos nossos jovens corações com o coração da Pátria, simbolizada na Bandeira Nacional a que tantas vezes prestámos continência.

  • Os Putos da Segunda

    311/81 Olim

    Ora aí está uma alcunha mesmo a condizer com a respectiva dedicatória (...e vice versa).
    311-Olim

  • O Admirável Colegial das Neves

    Estocolmo, sábado, 10:30 da manhã, "-15c ao sol". A criançada já cabriolava lá fora há pelo menos duas horas. Na frustração de poder ficar na sorna até um pouco mais tarde, decidi levantar-me e ir ver o que se passava pois de repente tinha deixado de ouvir a gritaria usual das lutas com bolas de neve.

    Chegado lá fora e mal agasalhado, eis qual não é o meu espanto ao ver a criatividade de um dos índios lá de casa, que resolveu ir à sala onde tenho guardada em muita estima a minha saudosa Barretina, e "à falta" dos milhares de chapéus, gorros e carapuços achou por bem dar ao homem de neve um tom Colegial.
    Aqui fica.
    SnowColegial

  • O Quinze de 42

    barretina3O Durão, para além de ter sido meu professor de ginástica, é também um dos meus antecessores, o 15/1942. Uma das facetas do Coronel Roberto Durão é o seu jeito para escrever. Este dote natural manifesta-se, quer através da sua participação activa na revista da associação, quer nas diversos acontecimentos culturais associados ao Colégio. Lembro-me particularmente das comemorações dos 175 anos do Colégio em que escreveu o "Se" do Menino da Luz.
    O Durão escreveu este poema "Nunca Desistas" dedicado ao seu filho Roberto (Ex.37) que na altura atravessava uma fase bastante difícil da sua vida antes de ser sujeito a uma intervenção cirúrgica de certa gravidade.  Achei por bem aqui relembrar uma atitude tão oportuna e tão humana, num poema tão belo e tão significativo. Aqui vai:
    ___________________

    NUNCA DESISTAS

    Quando a vida vai mal, como acontece às vezes,
    Quando a estrada que trilhas tem mágoas e revezes,
    Quando o dinheiro é pouco e as dívidas são altas,
    Quando tu queres sorrir e em dor te sobressaltas,
    Quando o medo te oprime e a esperança mal avistas,
    Então descansa um pouco, sim, mas não desistas.

    Que o sucesso ou fracasso não te iludam jamais!
    Quando em vez de te abrir te fechas ainda mais,'
    E o cinzento doentio das nuvens te amargura,
    Se nos olhos não vez amor nem ternura,
    E tudo o que tens perto te parece afastado,
    Então, enfrenta a luta, mesmo triste e magoado,
    E se alguém te disser com pena: "Não resistas"
    Outra voz gritará, mais forte: "Não desistas"

    Roberto Durão 15/42

  • Semelhança ou Pura Coincidência?

    DYRMSChama-se Duke of York Royal Military School, e foi fundado em Inglaterra,... em 1803.
    Uma vista de olhos mais pormenorizada e damos conta que é um Colégio Militar para alunos dos 10 aos 18 anos mas única e exclusivamente para filhos de militares que estejam ou estiveram ao serviço de "Her Majesty" pelo menos 4 anos. Esta instituição é tutelada pelo "Ministry of Defence" e a sua filosofia de existência não é muito diferente do nosso Colégio, em especial no que toca a actividades desportivas.

    The Duke of York’s Royal Military School was founded in 1801 and opened its doors in August 1803 as a haven to the orphaned children of soldiers who had fallen in the Great War with France that began in 1793 and ended with the Battle of Waterloo in 1815.

    The Duke of York’s Royal Military School was founded by Prince Frederick Augustus, Duke of York and Albany son of King George III and Queen Charlotte. The school was originally named the Royal Military Asylum and located at Chelsea, London, United Kingdom. In 1892 the RMA was renamed The Duke of York's Royal Military School and, in 1909, moved to new premises constructed on the cliffs of Dover, Kent, United Kingdom. The RMA was founded as an establishment to deal with many orphans of the armed forces during the years 1793-1815 from during conflict between Britain and Revolutionary France. Today the Duke of York’s Royal Military School provides co-educational admission to pupils whose parents are serving or have served in any branch of the armed services at any rank. The school is an executive agency of the Ministry of Defence.

    Pupils are well provided for, and the school has a strong sporting culture. The 150 acres (607,000 m²) of land provides more than enough room for, among others, a full size athletics track, astroturf, swiming pool indoor squash courts, gym and dozens of full size grass pitches for rugby and cricket.

    http://www.isbi.com/isbi-viewschool/763-DUKE_OF_YORKS_ROYAL_MILITARY_SCHOOL.html

         ... penso que não é coincidência e neste caso é mais uma "alma gémea". Vejam a respectiva página e tirem as conclusões!
    AAACM aí fica o desafio para futuros encontros desportivos,... "em Inglês"
    .

  • O Mota da Secretaria

    Sr.MotaOu a bem dizer, a secretaria do Mota! No percurso da nossa vida colegial houve um certo número de empregados que durante anos e anos fizeram o Colégio "acontecer". O senhor Mota, na minha opinião foi um deles.
    O Mota deve ter começado a trabalhar na secretaria do Colégio ainda de calções lá por alturas de "1803" e todo o bom funcionamento burocrático típico de uma repartição pública do tempo da antiga senhora é (foi) obra do Mota.
     
    Certo dia, ainda rata, tive que ir à "secreta" buscar uns papéis quaisquer. Ao entrar, não havendo mais ninguém a ser atendido, fiz saber ao Mota o meu número e ao que vinha. Ora o Mota tinha um andamento algo "vagaroso" para a nossa energia e por detrás das montanhas de papel começou a tentar memorizar o meu número enquanto procurava os ditos papéis, dizendo lentamente em voz alta :
    - Quinze, quinze, quinze...

    Ao que eu impacientemente ajudei.
    - ...é a seguir ao catorze e antes do dezasseis!

    O Mota não achou piada nenhuma e pregou-me uma monumental descasca o que me deixou bastante envergonhado! Passados oito anos, ia eu levantar a celebre carta de curso, e no mesmo sítio e à mesma hora levo com o Mota na mesma dúvida metódica acerca do meu número:
    - Quinze, quinze...

    Aí eu não resisti e ajudei-o pela última vez:
    - É a seguir ao catorze e,...

    Ao qual o Mota retorquiu imediatamente como que se lembrasse de há oito anos atrás:
    - O shôr aluno aluno se não tem cuidado ainda acaba em Engenheiro!

    Ri-me e desejei-lhe umas boas férias. Hoje em dia, com tudo carregado em bases de dados "ralacionais", perdeu-se o toque pessoal e humano em que um registo era "lavrado" em vez de "carregado".

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