No Colégio Militar, desde muito cedo que os Símbolos Nacionais merecem de todos nós manifestações de respeito e de orgulho e são objecto das maiores honras e veneração.
É-nos ensinado que a Pátria se identifica com a terra em que nascemos, onde normalmente vivemos e onde repousam os nossos antepassados, bem como com a língua com que aprendemos a sentir e a pensar, e ainda com a História que é pertença de todos.
Esta realidade fica para sempre presente no coração de todos nós, não poucos dos quais ao longo dos tempos lhe sacrificaram tudo, incluindo a vida, ela congrega os fundamentos essenciais da nossa identidade, em que se reúnem os valores morais e culturais vividos em comum, uma mesma maneira de sentir o passado e estar no presente e a vontade solidária de construir o futuro.
Num sentimento de respeito pela Pátria, aprendemos que cada um de nós afirma o seu Patriotismo amando Portugal e devotando-se ao seu engrandecimento mesmo quando tenha de relegar afeições pessoais e interesses particulares.
Como dizia o Marechal Spínola: No Colégio aprendemos a marchar, a ritmar o passo e a sintonizar o bater dos nossos jovens corações com o coração da Pátria, simbolizada na Bandeira Nacional a que tantas vezes prestámos continência.
O Durão, para além de ter sido meu professor de ginástica, é também um dos meus antecessores, o 15/1942. Uma das facetas do Coronel Roberto Durão é o seu jeito para escrever. Este dote natural manifesta-se, quer através da sua participação activa na revista da associação, quer nas diversos acontecimentos culturais associados ao Colégio. Lembro-me particularmente das comemorações dos 175 anos do Colégio em que escreveu o "Se" do Menino da Luz.
Chama-se Duke
Ou a bem dizer, a secretaria do Mota! No percurso da nossa vida colegial houve um certo número de empregados que durante anos e anos fizeram o Colégio "acontecer". O senhor Mota, na minha opinião foi um deles. 

