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Posts archive for: May, 2007
  • Na Galeria dos Comandantes

    No meu último ano no Colégio, por ocasião do aniversário de um curso, lembro-me de um ex-aluno "da velha guarda", que declarou dogmaticamente: "um curso não é um curso sem o seu Comandante de Batalhão”!

    Comdte Batalhao do curso de 75

    Bem,… talvez no "tempo dele",… ou então depende, se falarmos de curso enquanto alunos ou de curso quando já ex-alunos.

    Pelas fotografias que vi da ”Grande Reunião de Antigos Alunos”, devo confessar uma certa tristeza pelo reduzido número de participantes face a uma agenda recheada de conteúdo bastante importante para a actividade associativa.

    Os Comandantes de Batalhão (CB), alegadamente contactados individualmente pela AAACM, auto excluíram-se deste processo, desta reunião. Pela lógica do ex-aluno ”da velha guarda”, se não há CB muito menos há um curso e daí a ”paisagem” observada no dia 19. Nada mais errado.

    Para mim, o equivoco uma vez mais, reside na diferença entre a percepção do que é ser um líder versus a realidade do que é ser um CB.

    Um CB não é necessariamente um líder, porque ser líder é ter outra dimensão como ser humano. O aluno que aceitou exercer um cargo de chefia (CB) aceitou também a limitação de si mesmo como ser humano e a limitação de todos os que o cercam, com o objectivo de tratar tecnicamente de tudo no dia-a-dia colegial. O CB, tal como o conhecemos, é um técnico que se dispôs a realizar determinado trabalho por intermédio de todos os alunos (e não alunos) que o rodeiam. O líder é um ser humano (CB ou não) que se dispôs e assumiu a realização de uma missão com as pessoas. O conceito de comandante e líder são divergentes e quiçá incompatíveis, pois o líder não é um comandante melhor, mas sim uma outra forma de ser, viver e se realizar.

    A motivação do CB é material, portanto, temporal; a do líder é espiritual, portanto, atemporal. O CB quer que as coisas sejam feitas da forma certa; o líder quer que as coisas certas sejam feitas, não importando de que forma.

    Säo competências diferentes, o que significa dizer que em alguns momentos a chefia é a melhor solução, e em outros a liderança é a melhor alternativa.

    O poder do CB reside no seu cargo enquanto aluno; o poder do líder reside nele mesmo - o que significa que para o exercício da liderança não é absolutamente necessário ter cargo, basta ”ser”,… ex-aluno.

  • Traumas e Estigmas

    As Alcunhas
     aaacm2
    Com um pouco mais de tempo, e com o Verão a tardar em chegar ao norte da Europa, entretive-me a escarafunchar a base de dados dos "manos Dias",... agora com a possibilidade (luxo) de ser abrilhantada com fotografias do tipo "antes" e "depois". Os meus parabéns para a dupla Dias&Dias!!

    Ao contrário do livro "Quem é Quem", a base de dados dos "Ex-Alunos" cujo âmbito é de acesso restrito, permite-nos ver as alcunhas de cada um e deste modo reviver alguns "suspeitos" neste contexto puramente colegial.
    Assim sendo, e tendo já abordado "as alcunhas" num post anterior, eis agora que me detive um pouco mais a observar, na posse de tão vasta e valiosa informação, a toponímica colegial. Assim sendo, aqui ficam alguns factos curiosos para os estimados camaradas:

    1) Afinal, todos os cursos além de um Macaco, um Preto e um Monstro também têm,... um Chinês. Aliás, é algo interessante ver que na base de dados (até agora) existem, geograficamente falando, além dos Chineses, dois Brasileiros, um Polinésio, um Americano, um Paquistanês, ...e quatro Alentejanos!

    2) Por vezes, as associações a partes da anatomia humana, só poderão ser entendidas no contexto colegial e por colegiais, algumas delas desafiando mais o bom senso do que o senso comum. Neste caso, consubstanciados na existência de dois ""s, um pénis, um(a) "pachacha",... nem quero imaginar se por acaso a namorada atende o telefone ou vê acidentalmente uma mensagem de texto telefónica.
    Já quanto à fisionomia, os "gordos" abundam, são eles nada mais nada menos que 11 "gordos" contra um "fininho". De realçar que o curso de 77 resolveu ir mais longe e tem um "gordo-chulo"... !!

    3) O mundo da flora e da fauna também está muito bem representado. Na fauna, abundam "ratos", "macacos" (um é "gorila"), "gatos", "cavalos", e particular destaque para cinco "cães", uma "cadela" e um "cágado", no caso aquático constata-se que existem "pescadas", "bacalhaus" e um "cachalote" !! No sector insectívoro são cinco "moscas" para brincar com a "abelha Maia".
    Em termos de flora, há de tudo. Ele é "couves", "cebolas", "bananas" e "cenouras" são aos montes.

    4) Na secção dos "não sei o que dizer". Há um "Hitler", um "judeu", um "primitivo", dois "escarros", o "pai da besta", um "demónio", um "diabo", um "diabinho" e um "anjinho"

    Os tempos mudam, e verifica-se que nos últimos anos as alcunhas são o espelho da sociedade politicamente correcta em que vivemos, pois agora temos o "xuxu", o "sássá", o "tótó", o "bibi", o(a) "rica", o(a) "Nancy", o(a) "Pamella" e a "Madonna". Antes,...o "pénis" !!

    Por fim, há a "não alcunha":  "Sir Big Bean Wallace".
    Caso para dizer: "Give me a break!!"

  • Quem tem boca vai a Roma!

    Lisboa - Madrid

    Na noite anterior ao dia da partida a malta da 2a resolveu "beber uns copos" e brindar à aventura. Afinal, até aqui, à excepção do curso de 74 que foram a Marrocos, as viagens dos cursos anteriores tinham conseguido no máximo ir até a Madeira ou aos Açores como destino de finalistas.

    Assim sendo, já não me lembro bem porquê, fiquei eu encarregue de "ir às compras" de teôr exclusivamente líquido, as quais diligentemente adquiri "ao preço da uva mijona" - rum (Abadia) e Coca-Cola para diluir os 52% de volume alcoólico. Com 50 escudos era para o que dava, mas que ao fim de contas proporcionou uma animada noite.
    Dito isto, pouco posso escrever acerca da viagem no dia seguinte para Madrid, pois "alguns de nós" só acordaram quando o autocarro parou, em Madrid em frente ao "Hostal Peralta" onde iríamos pernoitar. O "famoso" Hostal ficava convenientemente situado a curta distância das Puertas del Sol e de outras tantas "Calles" cuja decoração fazia antever uma animada vida nocturna que decerto não estavamos dispostos a perder. Espanholas!!

    Calle_Arenal

    Depois de um curto passeio por Madrid ao caír da tarde e um jantar a dar para o "enfardar" numa casa de hamburgers local, o "Wendys" - note-se que em Portugal a febre dos hamburgers ainda estava longe - havia agora que decidir quanto ao resto da noite. Foi assim que procurando algumas dicas junto de "nuestras hermanas" num espanhol muito mal falado (à parte do 686 Cunha cuja família é espanhola) nos foi indicada a famosa discoteca-teatro "Joy Eslava",... que imaginem, ainda hoje existe!!

    Para aqueles que não resistiram à tentação e optaram por uma vigorosa invasão "a la colegial" ao antro musical (penso que eramos cerca de 20) aqui ficam umas fotos da discoteca para despertar a memória de uma longa e divertida noite, ao som de Billie Jean tocado vezes sem conta. 

    496_1149670715_1
    joy

    Já a noite não era nenhuma criança, quando nos lembramos que era melhor recolher aos aposentos pois no dia seguinte às 7 da manhã - hora Bívar - partiríamos com destino a Montpellier. Tudo isto muito bem, até a altura em que nos apercebemos, dado o "consumo" durante a noite, de que não conseguíamos encontrar o raio do "Hostal Peralta" na Calle Arenal. Pânico!

    Depois de infindáveis tentativas lá nos convencemos que o caso estava mal parado e para não piorar resolvemos sentar-nos no passeio à espera que o autocarro eventualmente aparecesse e daí encontrar a porta do hotel.

    E assim aconteceu, o que não percebemos foi que tinhamos passado o resto da noite sentados no passeio à frente da porta do próprio hotel. !!

    ... continua com "Madrid - Montpellier" ou "os árabes e o 9". 

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