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Posts archive for: July, 2007
  • Quem tem boca vai a Roma !

    ... a caminho de Montpellier

    Neste caso, nem que seja de pernas para o ar.
    Um dos atributos colegias (especialmente o 1º grupo de ginástica) é uma certa dose de "showing off" em locais públicos, que o diga o Lemos Pires(?) aquando da passagem na fronteira Espanha-França.
    Showing off na fronteira
    Pena não ter havido meninas para aplaudir tamanha proeza em local tão ermo. Decerto que algum pessoal do serviço de fronteiras Espanhol ficou deveras impressionado.

    O 345 - LEMOS PIRES DIZ DE SUA JUSTICA:
    De facto! as coisas que fazia(mos). Era uma mania que mantive até acabar a Academia ... em cada país que entrava fazia um pino! show off sem dúvida... mas ... é uma boa memória ... como tantas vezes nas praias os fliks e mortais, exercícios a dois, exibicionismos sim, mas assumidos e tenho imensas saudades. Quem me dera ainda poder fazer algumas dessas coisas.

    Com o passar do tempo vamos fazendo as nossas "retrospectivas".
    Sem dúvida que sempre fui (e ainda sou em certa medida) exibicionista, na ginástica, na música, ou em outras "prestações públicas" mas, penso que não o fazia por arrogância ou por desplante. Era (e hoje, quando toco a minha viola ou flauta continua a ser) puro prazer! Querer fazer o que gostava de fazer, partilhar esses prazer e ganhar algum reconhecimento sim! mas meninas? essa a experiência demonstrou que era contraproducente - sem dúvida que as exibições apenas afastavam as ditas (na ginástica) mas tinham a sua eficácia - na música!

    Hoje, já não faço pinos, ou melhor, faço umas tentativas dos ditos... mas com a minha mulher, as filhas e amigos continuo nas guitarradas e por vezes ainda me junto com o Belfo e o Chico Duarte e tocamos no conjunto que tivémos desde o Colégio até ao final da Academia! Com público ou sem ele ... continua a ser um prazer e nessa época, os saraus, as demonstrações, as guitarradas, os pinos, as exibições de praia, são das boas memórias que guardo.

    Um abraço

    Lemos Pires 345/75

  • Ter perfil para o Colégio Militar

    Porta PrincipalPassar nos tradicionais testes médicos, físicos e intelectuais chega e sobra para garantir um lugar no Batalhão Colegial. No entanto, descura-se a perspectiva comportamental do candidato ao CM, deixando o processo de admissão algo incompleto e com possíveis consequências indesejáveis para o futuro aluno e para o próprio Colégio Militar.

    Muitos dos desafios que a instituição colegial enfrenta, como o caso de alguns "excessos" que de tempos a tempos dão à costa na comunicação social, devem-se creio eu, a uma diferença enorme entre as expectativas dos candidatos e respectivas famílias versus realidade do que é ser aluno do Colégio Militar.

    Os testes de admissão de hoje em dia, embora absolutamente necessários não são suficientes. Tal como no mundo empresarial dos dias de hoje, o Colégio tem que "conhecer" os candidatos a futuros alunos antes de eles o serem, e verificar que demonstram ter o perfil ideal para serem admitidos. Uma pequena conversa com o candidato e com os pais poderia, julgo eu, desfazer algumas dúvidas quanto aos verdadeiros motivos da candidatura. Ou, por exemplo, dois dias de actividades no Colégio em estilo de semana de campo, decerto que dariam uma avaliação mais completa do candidato em termos de ter "estômago" ou não para os próximos 8 anos que se avizinham.

    Estou convencido que o tempo gasto neste processo, tal como numa admissão a uma empresa, daria o desejado retorno de investimento ao Colégio e consequentemente diminuindo a probabilidade de pais e alunos desiludidos.

  • Parabéns

    Desta vez fujo um pouco a linha editorial para dar os parabéns e demonstrar a minha admiração pelo meu filho mais velho, o Guilherme, que acabou hoje o seu curso universitário.

    CIMG1592

    O Gui concorreu ao Colégio em 96 e fez as provas todas brilhantemente, ainda que em convalescença de ter partido um braço. Contudo, a junta médica achou que o seu nível de "confusão" de cores era muito alto para um futuro aluno e decidiu chumbar a sua admissão já na recta final. Ainda hoje me lembro de o consolar no corredor do HMP e tentar explicar o porque da "injustiça".

    Por vezes, aqueles que andaram ou andam no Colégio não dão o devido valor a casa que os educou ou educa, enquanto que outros catraios igualmente competentes gostariam de ter lá andado mas tiveram de se reconciliar com a realidade de que esta instituição não é para todos.

    A vida é assim, e o Gui seguiu em frente, aos 12 anos mudou-se connosco para Inglaterra e como Português que é, a vida não lhe foi nada fácil no St Paul's School, lá no meio da "inglesada" toda com algumas praxes que não ficam de modo algum atraz das nossas.
    Para ele, os obstáculos sempre se saltaram em frente e não para traz e após concluír os estudos secundários e o college em Chichester, decidiu que Graphic Design era sua ambicão (como? se ele confunde as cores, perguntava eu a mim mesmo) mas nenhum desafio é pouco e meteu mãos à obra durante os últimos 5 anos, acabando o BA Hons com distinção, o que me deixa muito orgulhoso e confiante que muitas alegrias se seguirão na sua vida futura.
    Os meus parabens!

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