
Moca, estejas onde estiveres, a tua generosidade e dedicação permanece viva nos nossos corações.
@ 2008-02-28 – 15:15:15

Moca, estejas onde estiveres, a tua generosidade e dedicação permanece viva nos nossos corações.
@ 2008-02-27 – 15:15:15
É a entrada em Sueco que a minha secretária tem escrita no meu diário electrónico no dia 3 de Março para os próximos "n" anos. Quer dizer em Inglês "old boys meeting" ou em Português "reunião da malta",...não confundir com "velha guarda"!
Nos últimos 3 de Março, tenho assistido às desculpas mais esfarrapadas que jamais ouvi nos últimos tempos, aliás os meus filhos têm mais imaginação nas suas desculpas quando não pretendem ir à escola de manhã. Noto também que a respectiva cara-metade está, na maior parte das vezes, directa ou indirectamente envolvida na decisão de desculpar, o que me leva a propor algumas ideias dirigidas aos nossos distintos camaradas na esperança que resulte, quanto mais não seja, em que apareçam no 3 de Março de 2009.
1. Como o homem (e a mulher) é um animal de hábitos, que tal marcar na agenda lá de casa (e do trabalho) o fim de semana do 3 de Março para os anos futuros como intocável? Diria mais sacrossanto.
2. Começar por fazer lembrar 2 meses antes e repetidamente " ad nauseam" acerca da proximidade do dito fim-de-semana.
3. Por vezes, esta humilde pretensão pode também figurar na lista de presentes de Natal ou de aniversário caso já tenham tudo o que é susceptível de ser oferecido como presente.
4. Se cavavas do Colégio para ir ao cinema etc. porque é que não o fazes agora? um pouco de adrenalina à mistura nunca fez mal.
5. Traz também a tua cara-metade, assim ela fica a saber que vens mesmo até ao desfile e rever a cambada do teu tempo,... por oposição a suspeitas de "maus caminhos".
Por fim, ...se não te apetece, não tens paciência, estás chateado, então diz isso mesmo, que o pessoal compreende e não leva a mal de modo algum, mas sobretudo tentem não insultar a inteligência dos presentes com saídas do tipo "não posso ir porque tenho que levar a minha mulher ao cabeleireiro"!
... já agora para os que ficam em casa aqui fica a receita do Amarelo de Carne como sugestão de um almoço/ Jantar romântico à luz da vela com a respectiva.
Como dizia o outro "se Maomé não vai à montanha..."
Ingredientes:
- 1 kg de batatas
- 800 gr de carne de vaca
- 40 gr de margarina
- 12 ovos
- óleo q.b. Preparação:
Frita-se a batata cortada às rodelas sem ficar torrada. Coze-se a carne temperada de sal. Depois de cozida é desfiada e
vai a estufar um pouco em parte da margarina.Os ovos são mexidos na outra parte da margarina, não devendo ficar
muito passados. Juntam-se à carne e mexe-se até ficar tudo bem ligado. Em seguida adicionam-se as batatas fritas à
mistura de carne com os ovos e volta-se a envolver tudo muito bem, apertando sempre.Até ser servido, o amarelo
deverá permanecer bem unido e apertado para não arrefecer, devendo ser mantido em estufa, se houver. Na altura de
ir para a mesa, põe-se em travessa enfeitado de azeitonas, sendo acompanhado de salada de alface.
@ 2008-02-05 – 15:15:15
O trabalho desempenhado pelos vigilantes era uma condição necessária e essencial ao bom funcionamento do regime de internato. Foi preciso eu chegar aos 40 e tal anos para constatar tal facto.
O Colégio à noite, nunca ficava unicamente entregue ao Oficial de Dia ou aos graduados.
Eram os vigilantes que tomavam conta dos aspectos mais "administrativos" da noite, tal como as rondas nocturnas para saber se estava tudo bem e especialmente se "não faltava ninguém". Esta última, era uma tarefa bem ingrata pois eram eles que na maior parte das vezes descobriam as nossas traquinices que invariavelmente acabavam, salvo raras excepções, no gabinete do oficial de dia.
Uma certa noite, o Xavier apanhou-me em flagrante na piscina mesmo quando me preparava para regressar à base depois de uma boa sessão de cabritisse aquática. Da malta toda que por lá saltava, eu foi o único a quem ele conseguiu deitar a mão. Não resisti e resignei-me ao facto de que "fair-play" poderia eventualmente atenuar o castigo eminente.
Vai daí que me levou (de mão dada!) até ao gabinete do Oficial de Dia. Quando lá chegamos o Xavier fez questão de me entregar quase como se de um troféu de caça se tratasse, mas ao memo tempo e para minha grande confusão, fez também de meu advogado de defesa para impedir que a ira do famoso Cap. Caetano se abatesse sobre mim.
E lembro-me que tal foi a sua eloquência que o próprio Caetano se virou para o Xavier e disse: "-oh Xavier! Nem a minha mulher defende os filhos tão bem".
Claro que levei os pontos da tabela, mas talvez não tantos como previa,... e o Xavier lá foi tranquilo com a sua consciência de trabalho bem feito na certeza de que o "shôr" aluno não teria ficado muito chateado.

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